Destaques, Últimas Notícias| 8 de março de 2012 15:00

Inovação, a alma do negócio do século XXI

Inovar significa fazer algo de forma diferente dos métodos anteriores. Em termos econômicos é fazer mais com menos recursos, potenciar e ser motor de competitividade. Até o fim dos anos 90, inovação era sinônimo de invenções tecnológicas. Porém, o conceito cresceu e tornou-se uma gestão imprescindível para sobrevivência do negócio frente à concorrência.

Manoel Xavier diz que inovação requer um novo olhar. Foto: Silvio Simões

A gestão da inovação é tão importante no mercado atual que sua aplicação e consistência foi sobreposta à exigência da qualidade por parte dos consumidores. É o que afirma o diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), Manoel Xavier Ferreira Filho, que caracteriza a cultura da inovação como o maior diferencial competitivo das empresas atuais. “Até o fim dos anos 90 o diferencial competitivo era preço e os consumidores exigiam qualidade, hoje o diferencial é o novo e a qualidade se tornou básica. É preciso entender o que consumidor deseja e fazê-lo de forma nova”, ressalta.

Buscar o novo não é fácil, exige inspiração e transpiração de forma harmoniosa para que se possa ver além da operacionalização do negócio seja ele novo ou não. Para o diretor-superintendente do Sebrae Goiás, atender a necessidade do cliente deve ser o principal objetivo da empresa, e mesmo que o empreendimento vise atender apenas um pequeno nicho – como o público do bairro da localização da empresa – a inovação é fundamental também para o crescimento do negócio. É por meio dela que o produto ou serviço atenderá os anseios do consumidor ainda não atingidos pelos concorrentes. “E, após a aplicação do novo é preciso geri-lo para que funcione integralmente”, ensina.

Salvador Soares da Rocha agora define metas de inovação. Foto: Silvio Simões

O empresário Salvador Soares da Rocha conhece bem toda a inspiração e transpiração que exige o inovar. A partir de uma consultoria do Sebrae Goiás, começou a buscar novos métodos de trabalho para sua empresa de fabricação e venda de móveis. Segundo ele, o primeiro método implantado foi uma nova forma de gerenciamento, com posterior adoção de uniformes e plotters em todos os veículos da empresa. Em pouco tempo, Salvador descobriu que podia fazer ainda mais e investiu em linha de produção própria com a introdução de novos produtos. “Foi difícil e eu não tinha a perspectiva de como o processo seria bom para o negócio. Tive que me reorganizar e agora tenho um dia específico para gerir as inovações já implantadas e buscar novas metas.”

Empresa de Salvador Soares passou a fabricar os próprios produtos e oferecer outros

Salvador afirma que o maior benefício foi ter “aberto a visão” para o mercado que poderia atender. Antes, não tinha essa iniciativa por estar muito ligado à parte operacional e não conseguia vislumbrar as oportunidades. Mas agora, segundo o empresário, o novo se tornou lucrativo e o negócio foi ampliado. “Estamos agora à procura de outros funcionários, inclusive um arquiteto próprio e atendentes exclusivos para os atuais clientes”, afirma o empresário.

Quando é a hora de inovar e por onde começar?
A inovação deve começar junto com o negócio e deve abranger todos os setores da empresa. A cultura da inovação só sobrevive se estiver integrada nos processos de gestão e poder que fazem parte do dia a dia empresarial. Manoel Xavier, diretor superintendente do Sebrae Goiás, diz que somos culturalmente formados para entregar o que podemos fazer e não pensamos no novo. “É preciso romper com esse método em todas as fases da empresa, independente do setor de atuação do negócio.”

O Sebrae Goiás possui dois programas de direcionamento empresarial para inovação, um voltado para novos negócios e o outro para os negócios já em andamento. As informações de como participar dos projetos estão disponíveis no site da instituição.

Por Ana Helena Borges

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